Encontre

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Condicionais e escolhas: apenas viva…

E se eu me encontrar perdido na noite?
E se eu descobrir que sou apaixonado por mim mesmo, num narcisismo desenfreado?
E se… e se… e se…

Viver não deveria ser uma constante condicional, mas um escolher constante.

Não é porque seguimos por determinado caminho, que devamos sofrer com as opções preteridas.

E se não foi, não será e já deixou de ser uma opção.

Alguém já incluiu elementos boêmios e esdrúxulos na poesia, então puxe uma cadeira, acenda seu palheiro e tome seu gin ou cerveja.

Peça à Alexa, Siri ou Google seu sertanejo, rock, rap, funk… e curta o resultado de suas escolhas: bem-vinde a vida nua e crua, como ela é…

E se alguém achar ruim? Lide com a condicional no tempo certo, relaxe e goze do prazer de estar vivo!

Ou de quaisquer prazeres que quiser: não importará a ninguém a sua felicidade, apenas a si próprio.

Sentidos

Quais seriam os sentidos?

Quais poderiam ser os propósitos?

Talvez eu jamais responda a tais questionamentos…

Há tanto que ainda não experimentei dessa vida,

E tanto que jamais deveria ter provado.

Não vejo sentidos. Só vejo sentimentos.

E, como sempre, um vazio fundo que dói na alma.

Tão profundamente, que apenas o barulho externo permite que eu finja esquecer.

Mas amanhã é um novo dia, que será seguido por outro, outro e mais outro.

Até que, então, haverá o fatídico dia em que não terá outro… ao menos não para esse poeta.