Aqui, há uma profusão de mãos, toques e línguas entrelaçadas.
Carícias quentes, soluços e tremores: o toque, o calor da presença, as respirações trôpegas.
Somos, em alguma medida, amantes em grupo, (sobre)vivendo de amores aos tropeços.
O mundo está desmoronando lá fora, mas aqui, atrás das cercas, a gente se ama: resistindo aos eventuais grupos intolerantes prontos para o extermínio.
O gozo, o ingresso, o pulsar não são apenas uma resposta ao estresse externo: são um ato de resistência ao conservadorismo velado.
Pode ser apenas um sonho ou seria uma forma de (re)existência?
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