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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Adulto disfuncional

A vida segue. O tempo passa. 

Mas não tenho anel em meu dedo. Talvez nem queira.

Não tenho herdeiros. Já parece que cheguei na fase das plantas, há algum tempo estou na do gato.

Trabalho (e como). Sobrevivo (é sempre uma luta). Vivo (ou ao menos parece que estou).

Resisto (são tantos senões, tantas divergências e alguns ataques e violências). Tenho altos e baixos, sorrisos e choros (mas, confesso, talvez nem saiba viver sem eles).

Pago meus impostos, faço algumas dívidas (parece que a vida se tornou, então, pagar boletos...).

Tenho dúvidas, incertezas e vacilos. Mas não estou nos padrões.

Não tenho seguido nenhuma receita de bolo. Tento tentado equilibrar: estudos, trabalho, vida social (ou uma quase vida).

Estou chegando ao fim de mais um janeiro. 

Sou adulto... mas parece que com alguns defeitos.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Intensidades e apegos

Você (ainda) não quis vir comigo. Mas, confesso, eu queria tanto você aqui. 

Eu sei que a vida seguiu, mas sua presença felina me faz falta neste novo espaço.

Também tenho apegos, inclusive ao seu miado e carinho.

Espero que não demore a perder seu apego pelo espaço. Há tanto ainda para experimentarmos na morada nova. 

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Perspectivas

Pipoca queimada. Mas é pipoca.

E um gole de cerveja, sabor frutas vermelhas.

Não é necessariamente ruim ser adulto, na verdade é bastante libertador: a gente pode se permitir ser criança de vez em quando. 

E se divertir ouvindo "as novidades" da MPB.

Não que sejam realmente novas, talvez eu que não tenha ouvido tanta música recentemente.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Tempo em boas companhias...

Um brinde à amizade e à partilha.

Trocamos o que tínhamos de melhor: nosso cuidado.

Alguns amigos nos entregam tanto, sem cobrar nada.

Algumas partilhas são tão intensas, que a gente nem se dá conta... e o tempo voa!


(Des)encontros ou reencontros?

Seu sorriso coloriu um pouco da minha noite: aberto, sincero e disposto.

Na troca de olhares veio a promessa de um grande "se".

O beijo quente me acendeu como um pisca natalino.

Tomamos um pouco de cerveja, partilhamos um pouco de sentimento.

Mas, nas rachaduras de duas almas rotas, estragamos tudo.

Dois perdidos, numa noite de promessas?

Muitas expectativas, mas talvez poucas entregas.

 

domingo, 9 de novembro de 2025

Uma doce e quente noite

Novas noites, novos olhares.

Novos (ou não tão novos assim) lugares.

Tremores, calores, beijos úmidos.

Carícias sinceras, que - como já disse Cazuza - assim como as mentiras sinceras, me interessam...

E, ainda na voz do eterno e vanguardista cantor, a verdade é que a burguesia fede.

Sim, enquanto houver burguesia... não haverá poesia.

Enquanto houver tantas regras, ritos e cerimônias, faltará inspirações poéticas.

Me sinto inteiro, porque apenas sou. E nem é bíblico ou profético, é um sentimento.

Só por hoje, vou dormir feliz. As próximas noites serão de outros dias, a cada uma o seu dilema.

O ronronar felino já está a plenos pulmões em meu antebraço. Vamos adentrar no universo dos sonhos e fantasias... 

Devaneios - é só mais um capítulo...

Onde estive? Onde estiveram meus pensamentos?
Estive em lugares tenebrosos, ainda que doces.
Meus pensamentos estiveram tentando entender a essência humana: perda de tempo, somos seres tão complexos e diversos, para que possamos ser compreendidos.
Podemos ser só amigos? Podemos ser mais que amigos?
Abraços, carícias e olhares... tudo não passa de devaneios de carência afetiva.
Nada mais seguro do que uma noite - não vivida - longe dos terrores e temores noturnos. 
Nos seus lábios haviam tantas promessas, mas sua boca decidiu deglutir cada uma delas e todas as mais que viu pela frente. 

Vazios, objetos fálicos e danos

Será que estamos buscando preencher aos nossos vazios existenciais?
Com que elementos? Seriam objetos fálicos, que alguns colocam na boca?
Seriam estes mesmos objetos, em canais que - poeticamente - talvez não devam ser nomeados?
A verdade é que preenchemos estes vazios, sem fim nesta tarefa.
Pode ser com comida. Pode ser com compras. Pode ser com os prazeres da carne.
Pode ser com o que for...
Mas não completa a sensação de vazio.
Se nos apegamos além da conta, será que deveríamos rever nossa boa fé?
Talvez, no fundo, a gente saiba: estamos mesmo todos quebrados. 

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Devaneios insones do início de novembro

Meia noite e trinta e quatro.
Foram duas latinhas de cerveja.
O pensamento ainda está acelerado.
Estou ouvindo podcasts atrasados da semana: cultura inútil complementar.
Queria estar estudando, lendo ou assistindo streaming, mas a verdade é que tudo o que quero é não me distrair mais do que o necessário, quero apenas seguir com minha insignificância. 
A assistente, Alexa, já está com sons para dormir ativados.
Será que a vida adulta é exatamente aquilo que eu imaginei um dia?
Não sei e acredito que a resposta não importe, só importa descobrir como me entregar aos braços de Morpheu na terra dos sonhos...

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Silêncio interior ou grito por socorro?

E-mails. WhatsApps.

E vai para lá, e volta para cá.

Num fluxo contínuo, produtivo e que consome todo o tempo.

Áudios na velocidade 2. Podcasts?

Gravações verificadas. A velocidade é 16 x.

E os áudios que ouvimos nos players de podcasts, para distrair, já chegam a 3 x.

Todo o tempo ocupado... mas como fica o ócio criativo? Nem ócio, nem criativo.

Se o meu tempo é todo ocupado, não sobra espaço para notar a mim mesmo...

Estou praticamente dois dias atrasado para escrever esse desabafo, ou seria poema?

A verdade é que estou com a ideia na mente, mas não havia podido transcrevê-la antes. 

Preciso aprender a deixar algumas coisas para depois, mesmo que se acumulem. Preciso aprender a não me deixar para depois, porque meus desejos se acumularam.

Preciso: e precisando devo fazer... mas, quando? Deixe-me apenas existir um tempo!