Ele avança silencioso, mas já podemos ouvir seus suspiros.
Travestido de moço de boa família, como alguém cheio de bons valores.
Mas lá está o dito cujo: dotado de um ódio incalculável pelo próximo, por sua dor, por conta do espaço que pode ocupar em momentos mais progressistas.
Ele já articula, pondera, movimenta: quer uma nova Carta Magna, quer um direito a menos aqui, outro a menos acolá. São coisas simples, só para saldar as dívidas do Estado!
Ele subjuga, na esteira de pessoas que estão "abrindo mão" de todas as conquistas de gênero, de etnia, de ascensão social. Uma coroa de flores para a retratar os tempos de "pureza" feminina ariana, em outra época.
Um movimento de arminha, mas é só para mostrar que estão preocupados com a segurança. Uma fala torta sobre negros, mas é só porque o racismo estrutural é parte da cultura e ficamos muito "chatos" com isso do politicamente correto.
Uma escapada de que prefere um filho drogado a LGBTQIAPN+ (claro que sem todas estas letras, isso é idiotice). Mas, na calada da noite, trocam as esposas pelos homens da vida noturna, são os ditos "hetero sigilosos".
O fascismo está aqui, quase à porta. Sim, tenho medo.
Mas será que não passou da hora de encará-lo e dizer que não o queremos?
Talvez, ou certamente, ser silenciado neste momento, custe muito mais do que apenas 4 anos de retrocesso.